RESUMO
A COVID longa (ou Long COVID) emergiu como uma preocupação global não apenas pela persistência de sintomas físicos, mas também pelas profundas manifestações neuropsicológicas observadas em uma parcela significativa de pacientes. Este artigo explora os achados de estudos recentes — em especial, um estudo retrospectivo com 155 pacientes da UConn Health (EUA) — que revelam alterações cognitivas e emocionais de longa duração, como fadiga, ansiedade, depressão e distúrbios do sono, frequentemente sem correlação direta com achados em neuroimagem. Discutimos as implicações clínicas, mecanismos neurobiológicos subjacentes, e conexões com áreas como a avaliação neuropsicológica, a psiconeuroimunologia, a reabilitação cognitiva e a neuroplasticidade.

